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Revista eletrônica mantida pelos alunos do 3º ano do GEPP - Grêmio Escolar Pequeno Príncipe, estabelecimento de ensino localizado em Lagarto (SE), com o objetivo de informar (e se informar) sobre os assuntos da atualidade.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Política - Egito terá referendo constitucional em 2 meses, dizem ativistas

Egito terá referendo constitucional em 2 meses, dizem ativistas
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Conselho Militar do Egito espera finalizar mudanças na Constituição em dez dias e convocar um referendo sobre a nova lei em dois meses, abrindo o caminho para eleições democráticas, disseram ativistas nesta segunda-feira.

O executivo do Google Wael Ghonim disse em sua página no Facebook que ele e outros sete ativistas envolvidos na organização dos protestos que derrubaram o ditador Hosni Mubarak na semana passada se reuniram com membros do conselho neste domingo.

"Um comitê constitucional conhecido por sua integridade e por não ser filiado a nenhuma corrente política foi formado e irá finalizar as emendas na Constituição em dez dias, que serão votadas em referendo em dois meses", anunciou.

Neste domingo, o Exército anunciou que havia dissolvido o Parlamento e suspendido a Constituição, e que governará o país durante seis meses ou até que eleições possam ser realizadas.

Ontem, o conselho atendeu às três principais demandas dos manifestantes da oposição ao anunciar a dissolução do Parlamento, a suspensão da Constituição e determinou que o período de transição política até a formação de um poder civil se prolongará por seis meses ou até que eleições presidencial e parlamentar.

As ações foram comemoradas por aqueles que veem tanto o Parlamento quanto a Constituição como desvirtuados para atender a objetivos pessoas do ex-ditador.

Eleições livres e justas serão realizadas sob uma Constituição revisada, dizem os militares, que, no entanto, não dão nenhum prazo além de dizer que ficará no comando "por um período temporário de seis meses ou até o fim das eleições para as câmaras baixa e alta do Parlamento, e eleições presidenciais".

O conselho também não dá detalhes sobre se haverá participação de civis ou de outros grupos na alteração de leis durante a transição.

FIM DAS GREVES
Anteriormente nesta segunda-feira, o Exército do Egito pediu por solidariedade nacional, exortou a trabalhadores para que façam seu papel para reavivar a economia do país e criticou ações de greve, após muitos empregados terem sido encorajados pelos protestos que derrubaram o ditador Hosni Mubarak a demandar melhores salários.

No "Comunicado número 5", lido na emissora de TV estatal, o porta-voz militar disse: "Nobres egípcios, vejam que essas greves, nesse momento delicado, levam a resultados negativos", completando que elas têm prejudicado a segurança e a produção econômica.

O porta-voz afirmou ainda que o Exército "pede para cidadãos e uniões profissionais e uniões trabalhistas para assumirem seu papel completamente".

As declarações foram feitas no dia em que os egípcios voltaram a se reunir na praça Tahrir, centro do Cairo e epicentro dos protestos anti-Mubarak, apenas horas depois de o Exército e policiais terem retirado todos os ativistas pró-democracia da área.

No entanto, dezenas de milhares de policiais marcharam pela praça, sem encontrarem resistência por parte das tropas, dizendo que eles queriam mostrar solidariedade com a revolução.

Os policiais e milhares de espectadores ao redor deles atrapalharam o trânsito no local, que começou a fluir novamente através da praça no fim de semana.

Os policiais se juntaram a uma crescente onda de protestos e greves que os egípcios, parecendo acostumados com sua recém-descoberta liberdade, têm usado para mostrar seu descontentamento com a política do país e suas condições de trabalho.

Centenas de trabalhadores protestaram do lado de fora de uma agência do Banco de Alexandria no centro do Cairo, pedindo a seus chefes que "saiam, saiam" --eco de um slogan anti-Mubarak.
Ao menos 500 pessoas protestaram em frente à emissora de TV estatal pedindo por salários mais altos.

"Se eles distribuírem todos os bilhões de dólares que Mubarak roubou e distribuí-los para os 80 milhões de egípcios, será o suficiente", afirmou Safat Mohamed Guda, 52, uma viúva com cinco filhos.

Protestos e greves têm ocorrido em instituições estatais por todo o Egito, incluindo a Bolsa de Valores, fábricas de têxteis e alo, organizações de mídia, o serviço postal, ferrovias e os ministérios da Cultura e da Saúde.

Os trabalhadores citam uma série de queixas. O que os une é o novo sentimento de serem capazes de reclamar em uma era pós-Mubarak.

DE VOLTA AO NORMAL
No pico dos protestos, mais de 250 mil manifestantes pró-democracia lotaram a praça Tahrir. No início da manhã desta segunda-feira, militares forçaram as últimas dezenas que permaneciam no local e sair.

Os líderes das manifestações que resultaram na renúncia de Mubarak, após 30 anos de seu governo no Egito, prometeram que voltarão às ruas se suas demandas por mudanças radicais não forem atendidas.

Eles planejam uma grande "Marcha da Vitória", na próxima sexta-feira, para celebrar a revolução, e talvez lembrar os militares do poder das ruas.

Os egípcios costumam respeitar seu Exército, formado por 470 mil homens, que recebe cerca de US$ 1,3 bilhão anualmente dos Estados Unidos em ajuda e ficou de fora das críticas públicas durante a era Mubarak. No entanto, parte da oposição continua não acreditando em suas intenções.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/875413-egito-tera-referendo-constitucional-em-2-meses-dizem-ativistas.shtml

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