Descrição

Revista eletrônica mantida pelos alunos do 3º ano do GEPP - Grêmio Escolar Pequeno Príncipe, estabelecimento de ensino localizado em Lagarto (SE), com o objetivo de informar (e se informar) sobre os assuntos da atualidade.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saúde - Fazer a sesta ajuda a consolidar a memória, dizem cientistas


Fazer a sesta ajuda a consolidar a memória, dizem cientistas

O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um teorema que uma pessoa acaba de aprender, pode ser o simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas alemães, eles mesmos surpreendidos com a descoberta.

Suas experiências, publicadas na revista Nature Neuroscience, mostram, com efeito, que o cérebro resiste melhor durante o sono a tudo o que pode misturar ou alterar uma lembrança recente.

Estudos precedentes já haviam provado que a memória recente, estocada temporariamente numa região do cérebro chamada hipocampo, não se fixa imediatamente. Sabe-se, também, que a reativação das lembranças, pouco tempo após serem adquiridas, desempenha um papel determinante em sua transferência para a zona de estocagem permanente, o neocórtex, espécie de "disco rígido" do cérebro.

Mas, por exemplo, aprender um segundo poema no intervalo pode tornar mais difícil gravar o primeiro na memória longa.

Partindo do princípio de que o sono não tivesse nenhuma influência neste processo, Bjorn Rasch e seus colegas da Universidade de Lübeck (Alemanha) quiseram se assegurar numa experiência.
Pediram então a 24 voluntários que memorizassem 15 pares de cartas com imagens de animais e objetos comuns. Quarenta minutos mais tarde, a metade dos que foram mantidos despertados, precisaram memorizar uma outra série de cartas levemente diferentes.

A outra metade, os doze outros voluntários, tiveram o direito de fazer uma curta sesta antes de memorizar a segunda série de cartas.

Os dois grupos foram testados em seguida sobre sua capacidade de se lembrar da primeira série.
Para grande surpresa dos cientistas, os que dormiram um pouco tiveram um desempenho melhor, lembrando-se, em média, de 85% das cartas, contra 60% entre os que foram mantidos acordados.

"Pensamos que a razão deste resultado inesperado é que a transferência das lembranças entre o hipocampo e o neocórtex havia começado já nos primeiros minutos de sono", explicou Susanne Diekelmann, responsável pelo estudo.

Após um sono de apenas 40 minutos, uma quantidade importante de lembranças já havia sido "telecarregada" numa zona do cérebro na qual "não podiam mais ser misturadas por novas informações tratadas no hipocampo", explicou ela.

Segundo Diekelmann, o efeito benéfico das siestas na consolidação da memória poderia ter implicações interessantes para as atividades de aprendizagem intensiva, como a de línguas estrangeiras.

O processo poderia também beneficiar as vítimas da síndrome de estresse pós-traumático, uma doença que atinge as pessoas que viveram situações extremas (acidente grave, atentado, agressão, etc.), ajudando-as a reconfigurar suas lembranças.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2011/01/26/fazer-a-sesta-ajuda-a-consolidar-a-memoria-dizem-cientistas.jhtm

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Concursos - Candidato não deve 'se desesperar', diz jovem que passou em 9 vestibulares de medicina

Candidato não deve 'se desesperar', diz jovem que passou em 9 vestibulares de medicina
Ana Okada
Em São Paulo


A receita de Marcela Malheiro Santos, 17, pode ser simples, mas é certeira para passar no vestibular: segundo ela, o vestibulando não pode "se desesperar" na hora de se preparar para as provas. "Ele tem que ter consciência do que está fazendo, pegar as dicas dos professores e respeitar o momento de relaxar", explica.


Ela passou em medicina em nove faculdades que estão entre as principais do país, tais como USP (Universidade de São Paulo) - onde atualmente estuda -, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao todo, a jovem prestou 13 vestibulares.


A preparação da candidata começou no último ano do ensino médio: ela deixou o balé, o jazz e a patinação para se dedicar totalmente aos estudos. Pela manhã, frequentava as aulas do colégio e, de tarde, fazia exercícios do conteúdo aprendido. Nos finais de semana fazia simulados e, quando não havia testes, ia ao cinema ou saia para algum programa "leve" - nada de balada, portanto.


Depois de maio, no entanto, a jovem mudou o método de estudos: começou a fazer menos exercícios após as aulas e se focou mais em redações. "Eu não estava mais conseguindo acompanhar, fazia muitos exercícios... Então foquei bastante na redação, porque contava bastante nas provas. Isso foi bom porque não cheguei tão cansada [no final do ano, época das provas] e estava com resistência maior", diz.


Marcela conta que, apesar de ter focado os estudos para o vestibular somente no 3º ano do colégio, já havia sido treineira nos primeiro e no segundo anos do ensino médio. Essa experiência foi importante na hora de fazer o vestibular: "Você vê como é a prova sem a carga de ser uma prova de verdade, isso ajuda a ver como ela é, como é o ambiente e como você tem que se organizar para o vestibular".


Mesmo com tanto estudo e tantos vestibulares, ela explica que, na época dos exames, achava que não passaria. "Ninguém sai cem por cento confiante [das provas], eu achava que não tinha passado, que não daria. Na prova sempre ficava angustiada, é inevitável. Mas é bom não pensar muito nisso", diz.


Confira outras dicas da - agora - caloura de medicina:
• Prestar bastante atenção às aulas, principalmente às dicas dadas por professores sobre modelos de questões e assuntos que mais caem em provas;
• fazer simulados para aprender a controlar o nervosismo e o tempo;
• ler bastante textos editoriais, jornalísticos e treinar redação;
• fazer mais de uma prova, para adquirir experiência e confiança.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/02/23/candidato-nao-deve-se-desesperar-diz-jovem-que-passou-em-9-vestibulares-de-medicina.jhtm

Educação - Seis dos dez Estados com pior qualidade de educação investem menos por aluno

Seis dos dez Estados com pior qualidade de educação investem menos por aluno

Seis dos dez Estados com pior desempenho na educação pública têm os mais baixos investimentos por aluno no país. No ranking das dez redes estaduais com pior Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nas séries iniciais (1ª a 4ª) e finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental, seis têm também os menores custos anuais por estudante, segundo os números do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Todos estão nas regiões Norte e Nordeste.

De primeira a quarta séries do ensino fundamental, as escolas públicas estaduais de Alagoas, Bahia, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí têm notas que vão de 3,2 a 3,9, numa escala até dez. De quinta a oitava, as notas vão de 2,7 a 3,4. Esses Estados tinham a previsão de gastar, em 2009, ano de referência para o Ideb, R$ 1.350,09, por aluno durante o ano letivo, nos primeiros anos e R$ 1.485,10 nos últimos.

• No Amapá e em Roraima, investimento alto não gera boa nota
• Com melhor Ideb, Sul e Sudeste têm investimentos medianos

Todos chegaram a esse valor, estabelecido como o mínimo pelo governo federal, apenas com complementação de verbas feita pela União. Neste ano, eles têm previsão de usar R$ 1.722,05 anuais no primeiro estágio do fundamental e R$ 1.894,25 por aluno por ano no segundo.

“Existe uma tendência de que mais recursos geram mais resultado. Os alunos das redes técnicas federais têm desempenho muito melhor no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], mas o custo por aluno é de R$ 7 mil a R$ 8 mil. Se tivéssemos essa eficiência como um todo estaríamos melhor que EUA e França, por exemplo”, diz Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Ele explica que mais recursos não correspondem a uma melhor aprendizagem, mas é um pressuposto: “Só se faz uma casa se tiver material adequado para a construção.”

Luiz Araújo, ex-presidente do Inep, afirma que “mesmo que não possamos dizer que existe uma linha única entre Ideb e financiamento, há forte correlação, sendo mais forte na falta de recursos do que na presença”. Ele explica ainda que “fatores de gestão podem influenciar melhorias, o que significa melhor aplicação dos mesmos recursos”.

O custo por aluno no início do ensino fundamental é o valor que comanda, junto com o da pré-escola, a distribuição de recursos pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do Fundeb. O investimento por estudante nas séries finais do fundamental e no ensino médio é calculado a partir desse valor, com fatores de ponderação.

O país tem um fundo para cada Estado e para o Distrito Federal, formado com recursos federais e impostos e transferências estaduais e municipais, vinculados à educação. O Fundeb recebe 20% do dinheiro que tem de ser destinado à área: os outros 5% (a Constituição exige investimento de 25% na área) são aplicados por cada Estado ou município. As cidades que têm arrecadação própria também investem mais. O custo por aluno é formado com o total arrecadado pelo fundo dividido pela quantidade de estudantes na educação básica das redes públicas de ensino e é repassado aos governos dos Estados e municípios.

Nordeste
Daniel Cara diz que, na região Nordeste, os números se explicam pelo número grande de matrículas e pela capacidade de arrecadação ruim. Uma exceção seria Sergipe, que tem uma rede estadual pequena e mais recursos, vindos, por exemplo, de empresas estatais, o que gera um custo por aluno de R$ 1.602,10 (2009) e R$ 1.966,53 (2011), no início do fundamental. Ainda assim, o Estado tem o quinto pior Ideb (3,7). Nas séries finais, os números são de R$ 1.762,31 (2009) e R$ 2.163,18 (2011) e nota de 2,7 (a pior nota, assim como em Alagoas).

Paulo Corbucci, pesquisador da área de educação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, diz que os gastos são importantes, mas a realidade social e econômica dos estudantes também é. “Os Estados do Nordeste encabeçam a lista dos menores gastos e das piores condições socioeconômicas. O resultado do Ideb é o esperado”, completa. Por isso, ele sustenta que as políticas públicas educacionais têm de ser pensadas em conjunto com as de saúde, emprego e renda, segurança etc.

Entenda o Ideb
O Ideb, calculado pelo MEC (Ministério da Educação) é medido por meio de taxas de aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O Ideb 6 é considerado equivalente ao nível educacional médio dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e a meta do MEC é que o país chegue a esse número até 2022.

O ministério não tem tabuladas as notas do Ideb por Estado levando em conta o desempenho das escolas municipais (que contemplam grande parte das matrículas das primeiras séries do ensino fundamental), apenas as das estaduais.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/22/seis-dos-dez-estados-com-pior-qualidade-de-educacao-investem-menos-por-aluno.jhtm

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Política - Dilma anuncia criação de ministério e secretaria e fala em alavancar crescimento do NE


Dilma anuncia criação de ministério e secretaria e fala em alavancar crescimento do NE
Paulo Rolemberg*

Especial para o UOL Notícias

A presidente Dilma Roussef anunciou nesta segunda-feira (21), durante o Fórum dos Governadores do Nordeste em Aracaju (SE), a criação de um Ministério das Micro e Pequenas Empresas e de uma Secretaria Nacional de Irrigação. Ela garantiu investimentos de R$ 120,4 bilhões na região.

O futuro Ministério de Pequenas e Médias Empresas, segundo a presidente, será destinado para o estímulo ao empreendedorismo nordestino e terá uma política direta aos arranjos produtivos locais.

Ao falar sobre os investimentos na região, Dilma se irritou com a sua assessoria, que errou o nome de uma cidade nordestina. "Experiências de sucesso como é o caso das confecções em Botirama (BA).” O nome correto do município é Toritama e fica em Pernambuco.

"Eu falei para vocês que não era Botirama. Vocês vejam o que é uma ótima assessoria... eles acharam esse Botirama sabe aonde? na internet", disse.

Corte no Orçamento
A presidente afirmou ainda que criará condições para que a economia nordestina cresça a taxas superiores à do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O discurso de Dilma, na abertura do encontro, hoje (21), em Barra dos Coqueiros (SE), tentou acalmar os nove governadores da região, que se mostraram preocupados com corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União, anunciado recentemente pelo governo.

“Nossos cortes preservam os investimentos integralmente”, afirmou a presidente. Entre os investimentos que não sofrerão cortes, ela citou o programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa Emergencial de Financiamento (PEF) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui projetos de mobilidade urbana e obras para a Copa do Mundo de 2014.

A presidente ressaltou que resolver os problemas do Nordeste é uma questão estratégia para a política de erradicação da miséria, já anunciada como prioridade do governo.

“A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento que privilegia, infelizmente, essa região do país”, disse a presidente, que também defendeu um foco maior das políticas pública na região do Semiárido. “Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o semiárido”, disse.

Guerra fiscal
Segundo a presidente, o governo federal continuará apoiando os investimentos privados na região, mas salientou que União e Estados devem superar a "guerra fiscal". Para Dilma, sobre todos os aspectos, essa iniciativa não é a melhor forma de atrair investimentos para o Nordeste.

"Eu sei que hoje se não existisse 'guerra fiscal' dificilmente muitos investimentos não viriam para o Nordeste", disse a presidente. Para Dilma, a guerra fiscal não beneficia a região, e acaba beneficiando de forma mais concentrada o investidor.

Porém, o governo deverá estimular essa "guerra" já que enviará ao Congresso Nacional, ainda neste semestre, um projeto de lei que prorroga os incentivos fiscais de imposto de renda aos investimentos produtivos do Nordeste. Os incentivos vencem em 2013 e serão prorrogados até 2018.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/2011/02/21/dilma-anuncia-criacao-de-ministerio-e-secretaria-e-fala-em-alavancar-crescimento-do-ne.jhtm

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tecnologia - Computador vence humanos com folga em programa televisivo de perguntas e respostas


Computador vence humanos com folga em programa televisivo de perguntas e respostas

Os entusiastas da ficção científica sempre se perguntam quando a inteligência artificial atingirá capacidades cognitivas capazes de superar o cérebro humano. É difícil prever, mas quem já assistiu ao filme “Matrix” terá calafrios na espinha ao ler esta notícia.

Um computador chamado Watson, criado pela IBM, está desafiando uma dupla de competidores em um programa de televisão norte-americano. E está dando uma verdadeira surra. O programa é semelhante ao extinto “Show do Milhão”, do Silvio Santos. A diferença é que competidores disputam um único prêmio entre eles e não há chances de pular perguntas ou pedir ajuda.

Na primeira noite da disputa do programa “Jeopardy” (são três, sendo que o último episódio vai ao ar hoje à noite), Wartson terminou a competição empatado com Brad Rutter, um humano. “Ufa, tudo bem”, você deve ter pensado. O problema é que no segundo dia de disputa, o Watson ganhou de lavada: US$35.734, ante a US$10.400 de Rutter e US$ 4.800 do terceiro concorrente.

O único “escorregão” do computador foi confundir o pintor Pablo Picasso com o movimento conhecido por arte moderna. Não fosse por isso, seria praticamente W.O.

O sistema do computador reconhece a fala da pergunta do apresentador e vasculha um banco de dados em busca da reposta mais apropriada. Como ele faz isso? Só a IBM sabe. O computador ainda “fala” em voz alta o verbete correto. Assutador, não é?

Fonte: http://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br/2011/02/16/computador-vence-humanos-com-folga-em-programa-televisivo-de-perguntas-e-respostas/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Saúde - Ciência avança em estudos para reforçar luta contra a dengue

Ciência avança em estudos para reforçar luta contra a dengue
G1 listou cinco pesquisas acadêmicas que envolvem a doença.
Estudos vão da matemática à genética.


A luta contra a dengue tem muitas frentes. Começa nas casas e nas ruas, passa pelos hospitais e se trava cada vez mais nos laboratórios. O G1 destacou cinco pesquisas que estão sendo feitas no Brasil e no exterior para mostrar os avanços que a ciência tem conquistado neste sentido.

A bactéria que ajuda
Um estudo da universidade australiana de Queensland, com a participação do brasileiro Luciano Moreira (Fundação Oswaldo Cruz / Minas), usa como arma uma bactéria. A Wolbachia está presente em 60% dos insetos, mas não se tem notícia dela em mosquitos da espécie Aedes aegypti na natureza.

Os pesquisadores infectaram o mosquito com esta bactéria e conseguiram um efeito surpreendente. Os espécimes infectados se tornaram imunes ao vírus da dengue. Ou seja, estes mosquitos simplesmente não transmitiriam a doença. Os cientistas não sabem explicar ao certo porque isto acontece, uma hipótese é que a bactéria seja mais forte na luta pelos nutrientes que estão dentro das células do inseto.


Outra característica importante da Wolbachia é que ela se perpetua de geração para geração. Um a fêmea infectada com a bactéria a passará para seus filhos. Por isto, a ideia dos pesquisadores é infectar fêmeas com a bactéria e soltá-las na natureza.


A hipótese é de que, em longo prazo, todos os Aedes aegypti se infectem. Se isto vier a acontecer, o mosquito deixará de ser um vetor para o vírus e não mais transmitirá a dengue. O plano deve ser posto em prática ainda em 2011 na Austrália.

Genética
No Imperial College London, da Inglaterra, pesquisadores apostam na genética para controlar as populações do mosquito transmissor. Um estudo teórico neste sentido foi divulgado no início de fevereiro deste ano pela publicação científica “Genetics”.


Eles criaram um modelo segundo o qual seria possível espalhar toxinas entre os Aedes aegypti sem o uso de pesticidas. Com alterações genéticas, seria possível colocar uma toxina no sêmen do mosquito, de forma que ele ou mate a fêmea ou a deixe infértil.


Este estudo não saiu do campo teórico. Os geneticistas propuseram o modelo por meio de equações matemáticas. De toda forma, há recursos para que ele seja posto em prática pela biologia molecular.


Uma preocupação da comunidade científica quanto à ideia é proteger a espécie. Reduzir as populações em pontos onde a dengue é um problema é um objetivo desejável. No entanto Mark Johnson, editor-chefe da “Genetics” lembra que “mosquitos têm uma função num ecossistema maior e erradicá-los completamente pode ter consequências inesperadas".

Má notícia
Marylene de Brito Arduino, pesquisadora científica da Superintendência do Controle de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (Sucen-SP), descobriu que a larva do Aedes aegypti está ficando mais resistente. Em sua pesquisa de doutorado, analisou os criadouros na cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo.


Pela primeira vez, houve registro de reprodução dos mosquitos em água salina, ou seja, com resíduos de sal. A concentração máxima de salinidade na qual eles se reproduziram foi de 13,5%. Não é uma concentração tão alta. Por isto, colocar sal na água para matar as larvas ainda deve ser considerado um meio de matar as larvas.


De toda forma, a descoberta é um claro indício de que o mosquito está ficando mais tolerante, se aclimatando bem às condições oferecidas pelos humanos. Foram encontradas larvas vivas também em recipientes com produtos químicos e ferrugem.


Não se pode chamar este processo de evolução, pois não se trata de nenhuma mutação. O mosquito continua se reproduzindo normalmente em água limpa e parada.

Vacinação
O Instituto Butantan, em São Paulo, é um dos que investem nesta área. Há uma parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos na produção do medicamento.


No Brasil, esta pesquisa já foi testada em camundongos e macacos e, até o momento, tem se mostrado segura e eficiente. Alexander Precioso, diretor de testes clínicos do instituto, está agora providenciando as condições para que comece a fase de testes em humanos. Nos EUA, estes testes já começaram.


É importante ressaltar que há várias pesquisas correndo em paralelo na busca pela vacina. Mundo afora, há empresas particulares – e concorrentes entre si – investindo dinheiro em pesquisas.


Engenharia
Nem só de ciências biológicas vive a luta contra a dengue. Adilson Elias Xavier, professor da pós-graduação da engenharia na UFRJ, usou a matemática aplicada para ajudar os agentes sanitários. Ele é um dos mentores do Webdengue, um projeto que ajuda na logística e na otimização dos recursos da saúde pública.


Com mapas urbanos, banco de dados integrados e computadores portáteis (palmtops) distribuídos entre os agentes, é possível organizar melhor o combate. Os focos já visitados ficam marcados no mapa e fica mais fácil visualizar os caminhos que devem ser traçados. Além disto, o sistema integrado ajuda com que os agentes se juntem rapidamente se preciso.


O sistema já foi utilizado com sucesso em Fortaleza e está pronto para ser aplicado também no Rio de Janeiro.


Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/02/ciencia-avanca-em-estudos-para-reforcar-luta-contra-dengue.html

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Esportes - Ronaldo anuncia o fim de sua carreira como jogador de futebol

Ronaldo anuncia o fim de sua carreira como jogador de futebol
Atacante deixa o futebol com carreira marcada por muitos gols, títulos e lesões

O atacante Ronaldo encerrou oficialmente sua carreira como jogador de futebol. O atacante anunciou nesta segunda-feira (14) que está deixando os gramados. Mas sua ligação com o Corinthians irá continuar.

"Essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira", Ronaldo, 14 de fevereiro de 2011.

Aos 34 anos, Ronaldo para com dois títulos mundiais pela seleção (1994 e 2002) e ainda como o maior artilheiro da história das Copas (15 gols).

Em clubes, o jogador revelado pelo São Cristóvão começou a brilhar no Cruzeiro. Foi cedo para a Europa, onde jogou por PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan.

Fonte: http://esportes.br.msn.com/futebol/artigo.aspx?cp-documentid=27673898

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Política - Egito terá referendo constitucional em 2 meses, dizem ativistas

Egito terá referendo constitucional em 2 meses, dizem ativistas
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Conselho Militar do Egito espera finalizar mudanças na Constituição em dez dias e convocar um referendo sobre a nova lei em dois meses, abrindo o caminho para eleições democráticas, disseram ativistas nesta segunda-feira.

O executivo do Google Wael Ghonim disse em sua página no Facebook que ele e outros sete ativistas envolvidos na organização dos protestos que derrubaram o ditador Hosni Mubarak na semana passada se reuniram com membros do conselho neste domingo.

"Um comitê constitucional conhecido por sua integridade e por não ser filiado a nenhuma corrente política foi formado e irá finalizar as emendas na Constituição em dez dias, que serão votadas em referendo em dois meses", anunciou.

Neste domingo, o Exército anunciou que havia dissolvido o Parlamento e suspendido a Constituição, e que governará o país durante seis meses ou até que eleições possam ser realizadas.

Ontem, o conselho atendeu às três principais demandas dos manifestantes da oposição ao anunciar a dissolução do Parlamento, a suspensão da Constituição e determinou que o período de transição política até a formação de um poder civil se prolongará por seis meses ou até que eleições presidencial e parlamentar.

As ações foram comemoradas por aqueles que veem tanto o Parlamento quanto a Constituição como desvirtuados para atender a objetivos pessoas do ex-ditador.

Eleições livres e justas serão realizadas sob uma Constituição revisada, dizem os militares, que, no entanto, não dão nenhum prazo além de dizer que ficará no comando "por um período temporário de seis meses ou até o fim das eleições para as câmaras baixa e alta do Parlamento, e eleições presidenciais".

O conselho também não dá detalhes sobre se haverá participação de civis ou de outros grupos na alteração de leis durante a transição.

FIM DAS GREVES
Anteriormente nesta segunda-feira, o Exército do Egito pediu por solidariedade nacional, exortou a trabalhadores para que façam seu papel para reavivar a economia do país e criticou ações de greve, após muitos empregados terem sido encorajados pelos protestos que derrubaram o ditador Hosni Mubarak a demandar melhores salários.

No "Comunicado número 5", lido na emissora de TV estatal, o porta-voz militar disse: "Nobres egípcios, vejam que essas greves, nesse momento delicado, levam a resultados negativos", completando que elas têm prejudicado a segurança e a produção econômica.

O porta-voz afirmou ainda que o Exército "pede para cidadãos e uniões profissionais e uniões trabalhistas para assumirem seu papel completamente".

As declarações foram feitas no dia em que os egípcios voltaram a se reunir na praça Tahrir, centro do Cairo e epicentro dos protestos anti-Mubarak, apenas horas depois de o Exército e policiais terem retirado todos os ativistas pró-democracia da área.

No entanto, dezenas de milhares de policiais marcharam pela praça, sem encontrarem resistência por parte das tropas, dizendo que eles queriam mostrar solidariedade com a revolução.

Os policiais e milhares de espectadores ao redor deles atrapalharam o trânsito no local, que começou a fluir novamente através da praça no fim de semana.

Os policiais se juntaram a uma crescente onda de protestos e greves que os egípcios, parecendo acostumados com sua recém-descoberta liberdade, têm usado para mostrar seu descontentamento com a política do país e suas condições de trabalho.

Centenas de trabalhadores protestaram do lado de fora de uma agência do Banco de Alexandria no centro do Cairo, pedindo a seus chefes que "saiam, saiam" --eco de um slogan anti-Mubarak.
Ao menos 500 pessoas protestaram em frente à emissora de TV estatal pedindo por salários mais altos.

"Se eles distribuírem todos os bilhões de dólares que Mubarak roubou e distribuí-los para os 80 milhões de egípcios, será o suficiente", afirmou Safat Mohamed Guda, 52, uma viúva com cinco filhos.

Protestos e greves têm ocorrido em instituições estatais por todo o Egito, incluindo a Bolsa de Valores, fábricas de têxteis e alo, organizações de mídia, o serviço postal, ferrovias e os ministérios da Cultura e da Saúde.

Os trabalhadores citam uma série de queixas. O que os une é o novo sentimento de serem capazes de reclamar em uma era pós-Mubarak.

DE VOLTA AO NORMAL
No pico dos protestos, mais de 250 mil manifestantes pró-democracia lotaram a praça Tahrir. No início da manhã desta segunda-feira, militares forçaram as últimas dezenas que permaneciam no local e sair.

Os líderes das manifestações que resultaram na renúncia de Mubarak, após 30 anos de seu governo no Egito, prometeram que voltarão às ruas se suas demandas por mudanças radicais não forem atendidas.

Eles planejam uma grande "Marcha da Vitória", na próxima sexta-feira, para celebrar a revolução, e talvez lembrar os militares do poder das ruas.

Os egípcios costumam respeitar seu Exército, formado por 470 mil homens, que recebe cerca de US$ 1,3 bilhão anualmente dos Estados Unidos em ajuda e ficou de fora das críticas públicas durante a era Mubarak. No entanto, parte da oposição continua não acreditando em suas intenções.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/875413-egito-tera-referendo-constitucional-em-2-meses-dizem-ativistas.shtml